Luna

Veja, Sinta, Ouça, Enxergue . . Contemple!

Ao fechar os olhos 27 27UTC novembro 27UTC 2009

Arquivado em: Uncategorized — starluna @ 9:51 PM

Como imaginar-se andando sobre uma delicada camada – porém espessa – de areia, sentindo cada fio de cabelo adejar, sucedido pela brisa salgada.

No embalo das ondas, notar a calmaria para um leve repouso.

Abandono de corpo ao toque da luz do luar.

E empenhar-se para que a  tênue presença de uma lembrança do dia, fuja; e tome o rumo do teu corpo, que acaba de abandonar-te.

Deixar que a consciência seja agora o teu inconsciente.

Essa que passa tão breve, como o escorrer das águas límpidas do rio que passa, fria sob teus pés.

Que o acalento do silêncio, carregue o vivo som dos pássaros, e o leve som do mar para perto dos teus ouvidos.

Que assim possa adormecer, sem desligar-se do que há de esplendoroso em tua volta.

Não há lamento, nem treva.

Existe apenas a maciez noturna de uma pétala, que acaba de nascer; ao sentir o bater do teu âmago, que acelera diante o raio felice, que corta belas paisagens de uma extremidade à outra.

 

O retrato 1 01UTC novembro 01UTC 2009

Arquivado em: Uncategorized — starluna @ 10:45 PM

Uma pintura no céu, e a moldura deste quadro é o próprio céu.

Nas pétalas, a maciez aveludada, como a pele de um bebê.

Partir do real, e apenas inventar, assim como num futuro inebriado.

Como até nos sonhos, vejo, o eterno brilho luar.

Como sentir o mar, e em cada onda o beijar minhas mãos.

Inventar, como o futuro e idealizar

O que nem mesmo em sonho, tens permissão para imaginar.

E tão como a perfeição de um pôr-do-sol, transfigurado pelas nuvens diáfanas.

Como no sublime céu, um estrelar, já basta para enfeitar.

E um mínimo borrão de tinta, consegue tirar tão caloroso pensamento.

Um súbito abandonar de terra, como num alto salto;

É como a volta altiva, cada gota do pesar.

Juntamente – como um quebra-cabeça -, cada pedaço voa e se desfaz, com um menear de cabeça.

Mas não há com o que preocupar-se, logo volta!

 

Perder-se ao libertar 1 01UTC novembro 01UTC 2009

Arquivado em: Uncategorized — starluna @ 9:01 PM

O homem diz-se absolutamente forte – em alguns aspectos e situações -, mas se analisado de maneira real, será facilmente percebido como um ser fraco. Além de não passar de um demasiado hipócrita de si mesmo.

Não crê em sua própria capacidade, necessita vencer de outrem para buscar com ardor – na realidade querer mostrar ao outro que é capaz, ou pode ser melhor – suas vontades.

Não usa sua mente lúgubre, entretanto abusa em devaneios, em busca da submissão inconsciente que acarreta tudo o que o deixa dependente de sua própria  realidade , tão logo quanto o medo.

O bicho homem não manipula sua consciência como poderia, faz o inverso, mantém o poder que ela tem, deixa ser alimentado e deixa que sua mente controle-o e oponha-se àquilo que fortaleceria-o seu verdadeiro ser.

Qual o momento e quando voltar a realidade? Há o desespero e algumas coisas acontecem. O momento ilusório em que permanece fora de si. E o momento em que fecha-se os olhos, e perde o controle auditivo.

E desta maneira, como se uma voz interior falasse mais alto, o próprio Eu - que diz ser o verdadeiro -, clama por ajuda, ou pela não mais vida.

E no fim da vida deste mundano, talvez seja possível notar quão cada um é capaz de buscar a perfeição – mas não chegar até ela. Pois o que está nos sonhos, lá permanece.

Melhor deve ser não desvencilhar tal profundidade. Ou para não nos assustar-mos em grau extremo. Ou para não querer-mos permanecer em um mundo tão mais belo que é definido pela mente, neste exato momento.

 

Mescla do imaginário e o real 27 27UTC outubro 27UTC 2009

Arquivado em: Uncategorized — starluna @ 5:46 PM

Com apenas um sopro de Zéfiro, vi o bailar em completa sintonia, de verdes folhas, acima de certas árvores.

Dançavam conforme o som da música - que ecoava em minha mente -, sem perder o ritmo.

Mesmo com tantos pássaros - subindo e descendo -, em volta daquelas árvores, na tentativa de distraí-las, o balé manteu-se uniforme.

E o manto escuro, que cobre todas as cabeças, não é suficiente para tirar o brilho de tão grande estrela.

O mesmo sopro que balança as folhas da copa das árvores, faz o movimento de blocos de algodão tocarem-se e mudar de forma, tão lentamente quanto uma folha – porém, sem vida - que toca o chão.

E os pássaros sentem o voo livre com tanto ardor e entusiasmo, que configuram uma sequência musical - uma sintonia, apesar de não ser no mesmo e exato momento -, uns com os outros.

Cortejo, com impetuosidade toda essa liberdade de voar cada vez mais alto, com tamanha leveza e agilidade; com apenas um bater de asas.

Embora não da mesma forma, também posso sair do chão terral, e devanear, sonhar tão longe quanto.

Basta que mova as pestanas, fique de olhos fechados, e escolha um lugar para viajar.

Com a mesma rapidez, poderei voar longínquo, e reconhecer a tênue brisa daquele sopro de Zéfiro, bater em minha face.

Com a diferença de que o farei só, já que os passáros podem deslocar-se pelo ar, juntos e experimentar da mesma sensação.

Uma completa viagem, através de uma simples e comum janela. Vejo apenas o que, aos meus olhos espelhados, seja realce.

 

O pré-luar do pôr-do-sol. 17 17UTC outubro 17UTC 2009

Arquivado em: Uncategorized — starluna @ 6:05 PM

É tão agradável notar – não apenas sentir – o ar puro após um extenso cair de gotas.

E quando cessa aquele cair de gotas, por conseguinte se vai, para surgir à caminho de outros campos.

Iluminando os alheios, para que seja possível ver a beleza íntegra de um infinito azulado, com pedaços de algodão-doce aqui e acolá.

Com afabilidade, discutir qual a cor mais bela do crepúsculo.

Uma sintonia de cores vibrantes, visto que uma paleta fora difundida ao remoto teto sem fim.

E com notável perfeição - aos olhos de um admirador antissecreto -, foi preenchendo o âmago com boas sensações.

Que de tão sumptuosos sentimentos, primorosos, esse âmago estreitou-se.

Com tal força, que pôs a manar lágrimas em um olho, apenas.

Para que o outro ainda pudesse admirar uma aprazível beleza.

Até o derradeiro aparecer,

daquele que disse..

Até logo!

 

Real imaginário 17 17UTC outubro 17UTC 2009

Arquivado em: Uncategorized — starluna @ 1:20 AM

O medo é contagioso.

Mas não há porque recear o seu próprio ser.

Controlar sem ocultar.

Quando não há como esconder de si mesmo – não há porque fazê-lo – de algum modo fatigará.

Demonstrar confiança em seus atos, somente se compor o verdadeiro.

Exibir o quão benfeitor de sua vida pode ser.

Empenhar-se, vigora mais que a obscuridade irreal.

Tornar anseios mais sublimes em feitos reais.

Voar o mais insigne que suportar .

Ser tomado por uma firmeza maior do que árvores poderiam resistir.

Almejar a luz que assemelha o iluminar da mente à vereda infinita.

Abter-se, jamais, de banhar cada planta de um imenso jardim.

Felicitar com o mais puro ar suportável aos pulmões.

Quando a água bater aos teu pés..

 Acorde.

Períodos de tempo se passaram em devaneios.

E foi apenas mais um dia.

 

Doce melancolia 26 26UTC setembro 26UTC 2009

Arquivado em: Uncategorized — starluna @ 1:33 AM

De tão triste chorou
Não pôde mais suportar
De tão triste secou
A dor daquele olhar

E agora como viver?
Sem o qual fazia sorrir?
Aceitar, é suficiente
Esperar, não é o bastante

Fechou-se os olhos
Enquanto nasce o luar
Sentiu o sol queimar

Viu primeira pétala se abrir
E o vento biliscar inocência
Venerou
Já não sente o belo ar.

 

Sem poesia – Devaneios, sensações. 26 26UTC setembro 26UTC 2009

Arquivado em: Uncategorized — starluna @ 12:54 AM

Uma mente é capaz tanto de pensar – obviamente -, quanto ver cenas que nunca sucederam na realidade; somente por trás da retina, e de um globo ocular imaginário.
Como esse ser humano produz no pensamento coisas tão supérfluas, simplórias, e que muitas vezes mostram através de palavras, objeções que deveriam ser muito bem guardadas no interior de um poço vazio.
Buscar uma liberdade para mente, com a libertação de todos os sonhos, indagações ou a mais simples estória que decorre sabe-se lá se de Júpiter, ou mesmo de Plutão.
Preferível mesmo é não amargurar dentro de um oceano, obstáculos que foram colocados com as próprias mãos. Junte-se com a maré e leve-o calmamente como as ondas; para que não levante, e percorra com tamanho sacrifício – como o levantar voo de um pássaro.

Refletir, ir ao encontro para retirar do caminho, aquela pedra que insistentemente volta a entrar e incomodar teu pé no sapato, demonstra um resultado banal, que será melhor descrito quando a correção esperada surgir tão alta quanto a árvore de um Pantanal.

Num futuro próximo ou distante, só há o medo apenas no seu modo de viver e sentir a vida, quando essa passar-te como um filme pelo teus olhos; diante do inesperado.

 

Concernir ao pensante 22 22UTC setembro 22UTC 2009

Arquivado em: Uncategorized — starluna @ 10:01 PM

Com o suave toque da harpa, arde no coração mais puro o sentimento de dor.

Na consciência flui pensamentos exarcebados que voam num bater de asas.

Pousam na floresta e sua calmaria, como que para fugir de seus devaneios.

Doce cheiro jasmin que brota de uma flor, é um jocoso voar entre tanto sofrer.

No deitar-se do sol, não perde o brilho de conceitos que vagam para o luar.

Aumenta sua melancolia tão intensa e precisa como cada gota iluminada no infinito.

Nem mesmo a mais forte brisa é capaz de apear a luz cerúleo da chama, que de tão penetrada, não há mais ardor.

E resta apenas uma cicatriz. E assim como ela, é impossível de arrancar.

Tão certo quanto o nascer.

Tão certo quanto o adormecer.

Permanece o aceitar sem querer.

 

Existir para viver 2 02UTC setembro 02UTC 2009

Arquivado em: Uncategorized — starluna @ 4:27 PM

Estejas atento quando um colibri falar-te ao ouvido. Pois ele – assim como tudo que está perto de ti – deseja alertar e ajudar-te para manter em ordem teus pensamentos.

Seres tão frágeis podem sentir com veemência o verdadeiro sentido de sua própria existência.

E tu, que corres tão depressa, para lugar algum, não é capaz nem mesmo de sentir o prazer da liberdade.

Desates o nó desta venda que carregas em teus olhos. Deixes tua alma livre deste demasiado peso que deprava tua consciência.

Aprendas a viver a felicidade sem que almejes buscá-la com impetuosidade, pois ela não gosta de ser procurada, prefere caminhar junto a ti, lado a lado com o teu viver.

E ao cair gotas de chuva, sinta de olhos fechados o banhar límpido; não em teu corpo, e sim no que há de mais proeminente em ti.