Brief Intensity – Miracle

I felt a wild desire in his eyes

 

Finally accounted my already burning

 

Now it seemed cool down

 

Perhaps the wind of night

 

Perhaps the fear of the dark

 

Useless

 

Maybe in the future

 

 

 

Senti o desejo selvagem em seus olhos

 

Enfim correspondiam os meus já ardentes

 

Agora pareceu esfriar 

 

Talvez pelo vento da noite 

 

Talvez o medo do escuro

 

Inútil 

 

Quem sabe no futuro

 

 

 

 

February, 19 2011.

 

 

Luna

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Reflexão de um pensamento asseado

Sabe felicidade?

Não essa comum para os neófitos, cheia de egoísmo. Nem a passageira.

Falo daquela intensa e sublime.

Essa é que deixa embevecida e lunática. Essa que se dissipa rapidamente e é tão perceptível aos bons – e até os ruins, que o invejam, secretamente -, olhares joviais que o cercam tão intensamente, que você passa a sentir a força de cada olhar.

E dá força. E reforçam, solenemente, toda graça e beleza infindável. Torna o olhar doce, atraente e vivo com inefável poder, capaz de transformar um coração aborrecido com o ar idêntico a sua graça.

É difícil manter-se erguido. É mais cômodo o desejo profundo de cultivar o engodo mórbido. Mais hábil que o próprio sentimento.

O pensamento é o principal ato que repara a indulgência e o desalento, ordenado a tantos séculos.

Só perceber que o rival é a própria consciência.

O defeito é como uma tília, que sombreia o superego.

Daí a importância de corrigir os atos que nos pertencem, exclusiva e individualmente.

Quem sabe, enfim, entraremos num mar de bálsamo.

Para compreender os momentos mais simples, sem as injúrias tanto pensadas e mal reparadas.

Aí quem sabe, passemos a caminhar mais próximos da felicidade ambiciosa do início.

March, 24 2011.

Luna.

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Corpo de baile

A luz do luar dança com destreza.
Envolve e aquece
Corações enamorados pela vida,
Encobertos de amor e dor
Enobrecidos e embebedados
Por uma fonte sob a terra,
Entre as límpidas águas salgadas.
A dança corre no ar, ágil como fogo,
Pulsando no campo, ou corpo
Vasto e perdido no Globo.
Bailando entre corpos,
Em desejos vivos
Com sonhos em fins eternos.
No tempo passado,
Perdido com o prazo,
Sugere o inconsciente.
E num ritmo intenso e suave,
Esvai mais um padecimento.
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Veredas de um espaço de tempo

E a chuva leva o tempo
A neblina empobrece a tempestade,
Fica ao relento toda saudade.
Ainda vejo imagens tortas,
Meio embaçadas por lágrimas.
Corra. E se cair levante,
Até fincar os pés no gelo
Ou rasteje,
Se arder como brasa;
Até apagar a mente.
Como o rio que leva as águas
E as raízes que sustentam.
O corpo move pensamento,
E os sons saboreados pelos olhos.
E para lágrimas saciarem a vista,
Basta uma gota.
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Deserto

Com a luz no fim do poço
Há de extrair do corpo o gosto
Marcado na pele,
A mente reforma
Transforma o sonho real,
Perde-se no imaginário.
Rende-se ao forte tormento,
A dor que laça
E o amor que sufoca.
Não é real ver.
Intui pelo toque,
E vive por margens do precipício,
Navegam em mares enegrecidos.
Fato como uma existência
Em única dor
Completa ao presenciar,
Rendida ao vento
Com o fim próximo.
Como é acordar sob a terra?
É como estar preso na escuridão da chama?
Qual nome dá a isso?
Solidão.
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O Despertar

A tristeza que me abatia era a chama para que pudesse dar vida às letras que se escondiam em mim.

Levei meus pensamentos para decifrar o problema que só se resolveria em meu adormecer.

Já ia me afundar em letras profundas, mas não eram as prontas que minh’alma precisava para acender a luz que se apagava.

Eram aquelas que haviam adormecido em minha mente e já não sabia como acordá-las.

A luz das estrelas de Raul libertou as minhas letras com o sopro de sua voz como fonte de inspiração e por força inicial despertou a razão de escolhas, com ideias ainda tortas.

E agora, cá estou mais viva e lúcida do que imaginei que poderia a esta altura estar.

Foram faróis iluminados que aprontaram a esquina certa para engatar o caminho que escorria por dedos endurecidos pelo tempo.

A música compartilhou para lucidez que achava eu estivesse perdida,

E a chuva trouxe outro respirar.

Os olhos que se mantinham perdidos até o alto céu escuro fizeram parte da luz ao voltar a casa…

E brilharam como se dissessem, bem-vindo.

Para abrir minha mente e levar as letras que de lá saiam para um esboço.

E poder desenhar um sorriso, com as palavras que tocassem o primeiro coração perdido e desiludido.

Enfim, elaborei versos para o sossego de meus dedos, que já tinham saudade de sentir a tinta fresca na pele, para deslizar os rabiscos, em papéis já amarelados pelo tempo.

Ora, como é bom voar sozinho!

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Anoitecer urbano

O que encobre as lamúrias de uma cidade das trevas?
A multidão que só se multiplica?
Conhece inicialmente, o vasto e extenso espaço cinza que mobiliza e predomina, lado a lado com o sofrimento e a solidão.
Luzes, que por vezes iluminam calçadas perdidas sob pés cansados do desamparo e desilusão, presos como raízes de árvores apodrecidas, que expõem vigor.
Corpos que bailam numa longitude de cada corpo inexistente, apesar de tão próximos, ainda assim, solitários.
Olhares que vagam pelo espaço em busca de sonhos que vacilam entre pontos estrelantes.
Passos que sobrecarregam as vontades alheias aos encantos e desencantos que acumulam como troféus ilusórios de tanto voar.
Estilos e fatos que carregam e flutuam pelo espaço terrestre.
Intervalo que percorre e inicia, continuamente, como o caminho de corpos celeste.
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Ruas pessoais

Pontos
Inebriados
Eriçados
Luz
Corre
Feixe vago
Tênue amor
Altura
Curiosidade
Cor
Desacordado
Fala
Quase elegância
Tonalidades
Personalidades
Brisa
Braços
Instinto
Destino
Pessoas.
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Veleidade

Esta vontade insana
Torna a pairar
E para os sentidos
Sempre que busco
me deitar nas palavras
Essas que não saem da cabeça
E fazem meu corpo girar
Minha mente parar
Minha mente voar
Quando vejo
Quando deixo
Fazer parte de mim
Como se não tivesse um eu,
apenas liberto
As sensações
O que há em mim ?
Alimento os desejos
Perco a calma
Me encontro
Um vulcão
Mas deixo
Apenas
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Expressão

Um toque disfarçado
Caminha e leva tuas flores
Olhar que entra em chamas
Simboliza teu choro e tua raiva
Com um sorriso
Dispersa tua sede com um brilho
Olha para o que te faz tentar
O melhor que pode ser
Ler um pensamento fatal
Sentimento inverso
Nem te aproxima
Deixa voar
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