Sabe felicidade?
Não essa comum para os neófitos, cheia de egoísmo. Nem a passageira.
Falo daquela intensa e sublime.
Essa é que deixa embevecida e lunática. Essa que se dissipa rapidamente e é tão perceptível aos bons – e até os ruins, que o invejam, secretamente -, olhares joviais que o cercam tão intensamente, que você passa a sentir a força de cada olhar.
E dá força. E reforçam, solenemente, toda graça e beleza infindável. Torna o olhar doce, atraente e vivo com inefável poder, capaz de transformar um coração aborrecido com o ar idêntico a sua graça.
É difícil manter-se erguido. É mais cômodo o desejo profundo de cultivar o engodo mórbido. Mais hábil que o próprio sentimento.
O pensamento é o principal ato que repara a indulgência e o desalento, ordenado a tantos séculos.
Só perceber que o rival é a própria consciência.
O defeito é como uma tília, que sombreia o superego.
Daí a importância de corrigir os atos que nos pertencem, exclusiva e individualmente.
Quem sabe, enfim, entraremos num mar de bálsamo.
Para compreender os momentos mais simples, sem as injúrias tanto pensadas e mal reparadas.
Aí quem sabe, passemos a caminhar mais próximos da felicidade ambiciosa do início.
March, 24 2011.
Luna.